sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Beija-flor-de-bico-curvo

Polytmus guainumbi ( Pallas, 1764 )

Gênero POLYTMUS Brisson




Foto gentilmente cedida para esta matéria por André Netto, feita em Lagoa Village Betania, Sobral-CE, feita em 04.05.2010.É uma das fotos mais bem avaliadas da especie no WIKAVES.


Lado dorsal  verde-bronze-escuro, supracaudais mais bronze-cobreadas; lado ventral verde-ouro-brilhante-luminoso; as penas da barriga com margem cinza; cauda verde, as retrizes laterais com um campo cinza-esbranquiçado na barba externa da metade basal e pontas esbranquiçadas; listra pouco nítida branca atraz e baixo dos olhos; mandibula preta (na pele empalhada freqüentemente marrom-escura) maxila cor de carne com ponta escura; pés marrons.
Peso 5 g. Medidas: ct. 112mm, a. 59mm, c. 39mm, b. 26mm.

JOVEM - SEXO INDETERMINADO
o bico curvo ficou evidente nesta foto
Foto gentilmente cedida para esta matéria por André Netto, feita em Village Betania, Sobral-CE, em 09.08.2010.
Observação do autor: Se o bico já é tão grande,mais impressionante é a língua...realmente maravilhas da natureza.

Femea como o macho, no entanto o meio da barriga e as margens das penas do lado ventral brancos.

Distribuição geográfica: Trinidad, Venezuela, Guianas e N_Brasil, em Roraima e Amapá.
NOTA DO BLOG: O livro e pesquisa foram feitas já algum tempo. Agora no WIKIAVES, já aparecem registros feitos em: Ribeirão Preto, Dourado, Campinas, São José dos Campos, Lençóis Paulista... cidades do Estado de São Paulo, e em outros vários estados do Brasil.

MACHO - JOVEM
Foto gentilmente cedida para esta matéria por André Netto, feita no apartamento do seu amigo André Adeodato, Sobral-CE, em 13.10.2010.

Vivem em terreno aberto, savanas.
A construção do ninho é semelhante a do Colibi serrirostris.

Ovo: 12,8 x 8,4mm, 13,3 x 8,9mm.
Citação: Os Beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau.

MACHO -ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Sara Almeida, feita no município de Itiquira-MT, em 16.08.2013.

FAMILIA TROCHILIDAE
SUFAMILIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Outro nome popular: Beija-flor-verde-ouro-de-bico-curvo

Etimologia:
Polytmus - do grego polutimos = grande valor, precioso, suntuoso.
Guainumbi - do nome indígena tupi (Brasil) guainumbi ou guinambi dado a esta ave.
Citação: Aves Brasileiras- Johan, Christian Dalgas Frisch.

MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Roberto Gallaci, feita no município de Dourado-SP, em 22.10.2013.
Observação do autor: Saída com o amigo Tarcisio Pavaneli,e guiado pelo competente Cal Martins.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 21

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Beija-flor-de-veste-verde

Anthracothorax viridigula Boddaert, 1783.

FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Anthracothorax - do grego anthrax, anthrakos = carvão, tição + tórax = peito tórax.
viridigula - do latim viridis = verde + gula = garganta, goela.
Citação - Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.


MACHO - JOVEM
Foto gentilmente cedida por Anselmo dAffonseca, feita no Rio Solimões (próximo ao Lago Catalão), Manaus-AM, feita em 03.07.2011. É uma das mais bem avaliadas, da espécie no Wikiaves.


Outros nomes populares: Beija-flor-garganta-listra-verde e e beija-flor-garganta-verde.

Distribuição geográfica: Venezuela, Guianas, Brasil (no Amazonas, Pará, Amapá, Marajó e Maranhão).

Caracteristicas: Comprimento 125 mm. Asa 72. Cauda 40. Bico 27. Peso 7g. Temp. 42ºC. Peso e medida dos ovos: 0,65g. 17 x 9,5. Vib. asa 30 p.s.
Dimorfismo sexual muito diferenciado.

Habitat: Floresta da hiléia nas imediações da savana e cerrado, onde nidifica.

Migração: Pequena migratória.


FEMEA - FILHOTE
Estas 3 fotos da sequência foram gentilmente cedidas por Michel Giraud Audine, feitas na Guiana Francesa (fora do Brasil/EX)  

Descrição: Lado dorsal verde-bronzeado-brilhante, supra-caudais e uropígio, verde-bronze-dourado. Retrizes centrais negro-aço. Retrizes laterais castanho-avermelhado terminado em azul-escuro, com ponta branca. Garganta verde-esmeralda-brilhante. Peito e barriga negro -veludo, com flancos verde-brilhante. Femea tendo o lado ventral branco, flancos verdes e na parte central com uma listra negra. A Parte dorsal é mais clara no macho.


FEMEA - NINHO
Estas duas fotos foram gentilmente cedida  por Danilo Almeida, feitas em um povoado, com nome de Santa Maria do Tapará, em Santarém-PA, Bioma Predominante da Amazônia Várzeas de Monte Alegre)

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho é do terceiro tipo da Classificação A. Ruschi, e se assemelha as demais espécies do mesmo gênero, sendo ricamente ornamentando com liquens. É fixado em ramo horizontal de arbusto ou árvore e muito comum em bambu, a altura variável de dois a dez metros do solo. A incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ao vinte dias de idade. A parada nupcial é mais destacada na fase de exibição de plumagem, quando a cauda é aberta durante o voo ao redor e frente a femea. O canto é muito pouco perceptível, pois o som emitido é muito surdo e serrilhado, parecendo o zumbido de um inseto cerambicideo, quando seguro na mão. tem assovios, mas estes são de tonalidades grave. O banho é mais frequente em respingos e nas folhas úmidas de orvalho, na parte da manhã, e mais raramente em poças de agua e dos córregos e rios. O pouso de descanso e dormir é feito em local abrigado. As flores preferidas são das famílias: leguminosas, voquisiaceas, bignoniáceas, bombacáceas, malváceas e outras rubiáceas em que se destaca a Genipa americana, onde muitas especies de beija-flores frequenta,m aos mesmo tempo, e travam constantes lutas pela invasão do território ou área de cada indidividuo. O reconhecimento desta especie no campo , em voo ou no pouso é facilitada pela coloração ou pelo seu ruido do canto surdo e grave, emitido durante o voo.
Citação:  Aves do Brasil -  Beija-flores - Augusto Ruschi.

BEIJA-FLORES DO BRASIL  - NUMERO 20

domingo, 25 de agosto de 2013

Beija-flor-de-papo-branco

Leucochloris albicollis Vieillot, 1818.

Gênero LEUCOCHLORIS Reichenbach


MACHO - BRIGANDO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Marco Guedes, feita na Reserva Guainumbi, Sáo Luiz do Paraitinga-SP, feita em 04.09.2009.
Observação do autor: Esta briga, infelizmente, foi letal para o perdedor.

Distribuição geográfica: Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, do Rio Grande do Sul ao Espirito Santo, inclusive o Sul de Minas Gerais.

Caracteristicas: Medidas: comprimento 103 mm. Asa 61. Cauda 35. Bico 24. Peso 5,0g Vibração de asa 31 p.s Peso e medida dos ovos: 0,60g. 16 x 8,8mm. Temperatura 42° C.
Dimorfismo sexual pouco diferenciado.

Habitat: Vive nas florestas e scrub. Frequenta os jardins e pomares de altitude superiores a 600m.


Foto gentilmente cedida para esta postagem por Demis Bucci, feita na Reserva Guianumbi, São Luiz do Paraitinga-SP, em 20.08.2011.
Observação do autor: Foto feita com dois flashes, agradeço ao Luiz Rondini por emprestar o 2º flash e ao Luciano Monferrari por ficar na chuva segurando ele rs... 

Em um super encontro comemorando meu aniversário: Luiz Rondini, Tomaz Mello, Eduardo Veríssimo, Monferrari e esposa, Humberto Marques e família, JM e Adri, Rafa e Elis, Josiel e é claro minha esposa querida :

Migração: Pequena migratória.

Descrição: Lado dorsal verde-bronzeado brilhante; retrizes laterais enegrecidas, com pouco esverdeado e a extremidade com acentuada faixa branca. Lado ventral com mento verde, tendo essas penas bordos brancos; garganta com grande macula oval branca; infracaudais brancas, com um disco negro ao centro. Bico com maxila negra e mandibula vermelha com ponta enegrecida. Femea semelhante, com coloração mais enegrecida. 
Comportamento e biótopos para nidificação, banho e canto, descanso, parada nupcial e dormir.
É solitária, sendo frequente encontrar-se na flores da lobeliácea, Lobelia urocroma, nos lugares úmidos das pedreiras e alagadiços. Nos jardins e pomares visita flores de citrus, Malvaviscus, Abutilon, Salvia et. Nidificação, postura, incubação e cuidados com a prole a cargo da femea. A parada nupcial é rica de movimentos em voo, com o abrir da cauda em leque e revolteios ao redor da femea , que na fase de exibição de plumagem acompanha os movimentos com canto surdo e raros assovios. Nos paroxismo, o macho se acerca da femea e faz movimentos com a cabeça e bico, abrindo as asas, ameaçando agressão  e movimentando as penas do mento e garganta, ao mesmo tempo em que produz um chilreado pouco sonoro e baixo. Em seguida é aceito pela femea. O ninho é do terceiro tipo de classificação de A.Ruschi, sendo ornamentado externamente com líquenes, fixado por teia de aracnidios. A incubação dura 14 dias e os jovens deixam o ninho em 20-22 dias. O banho é tomado nas folhas ou flores  umedecidas pelo orvalho ou chuva e também nas poças de agua límpida dos córregos e de respingos de cascatinhas ou corredeiras, após o que vão pousar num ramo para higiene da plumagem. Também o banho de sol é realizado em pouso ao aberto e a posição da cauda aberta, com a cabeça virada para o alto expondo o mento e garganta, cerrando os olhos e mantendo as penas eriçadas da parte dorsal, a fim de os raios solares penetrarem. Assim permanece por dez minutos ou mais, repetindo várias vezes ao dia. Também nesse pouso ou em outro local entremeado de sombra costuma emitir seu canto. Este é um chilreado que dura de 4 a 7 segundos, seguidos de alguns agudos com certa melodia, para novamente voltar ao chilreado. esse canto se prolonga por até 30 minutos. O dormir é idêntico ao de outras espécies, em lugar protegido do scrub, mantendo a posição normal de pouso, com plumagem dorsal eriçada.

NINHO - CHOCANDO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Vitor Herdy, feita em PARNA Caparaó, Alto Caparaó-MG, em 07.12.2012.

Reconhecimento em seu habitat: Essa especie é reconhecida facilmente porque tem o peito com a mácula oval branca, circundada de verde.
Citação: Aves do Brasil - Augusto Ruschi - Beija-flores - Volume V.



MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Constantino Melo, feita em são Luiz do Paraitinga-SP, em 21.10.2010.



FAMÍLIA TROCHILIDAE
SUBFAMÍLIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Etimologia: 
Leucochloris - do grego leukos = branco + khloros = verde,
albicollis = do latim albus = branco + collis = pescoço, garganta (collus ou collum, colli = o pescoço).
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch


JOVEM
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Daniel Brazil, feita em Campos do Jordão-SP, em 31.05.2013.

Estas fotos estão no Wikiaves, e estão entre as mais bem avaliadas da espécie.

BEIJA FLORES DO BRASIL - NUMERO 19



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Bico-reto-azul

Heliomaster furcifer Swaw, 1821

Outro nome popular: Bico-grande-azul-violeta.

MACHO - ADULTO -
Foto gentilmente cedida para esta matéria, por Oscar Abener Fenalti, feita  nas imediações da Barra do Quarai, em Barra do Quarai-RS, feita em 08.01.2012. É a terceirfa foto mais bem avaliada da especie no Wikiaves, com 401 pontos e foi vista 1.927 vezes;


Distribuição geográfica: Paraguai, Argentina, Uruguai, desde o Norte até Catamarca, Córdoba, Santa Fé e Buenos Aires, Leste da Bolívia e no Brasil, desde o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Pará, Goiás, Rondônia, Amazonas, Amapá, Rio Branco e Acre. 

MACHO - JOVEM  -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Karina Castilhos, feita em Tramandaí-RS, em 12.06.2011. está entre as mais bem avaliadas da espécie no Wikiaves.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho da espécie é do terceiro tipo da classificação de A.Ruschi, em formato de tigela, sendo forrado internamente de material macilento de painas diversas: Typha, sementes de gramíneas, bromeliáceas, asclépias, chorisia, etc. As paredes externas tem afixados com teia de aranha, vários tipos de pequenos líquenes acinzentados e esverdeados. Só a femea trabalha no ninho, incubaçação e no trato da prole; a incubação se faz em 15-16 dias e a prole deixa o ninho com 20-25 dias de idade. O banho desta espécie se dá na agua dos córregos e dos jatos, bem como na chuva ou neblina; nos córregos, sempre em agua limpa, revoam o local  para se atirarem e surgirem em voo, sucessivamente assim o fazem por várias vezes, seguindo para um pouso onde fazem a higiene de plumagem. O canto é pouco variado, mas é pressentido de longe, pois o seu piado é inconfundível tliiii, tliiii, tliiii..., é continuado quando em sinal de alarme e pode ser mais acelerado, e ainda há uma modulação, quando em pouso para descanso e, cantando, fazem um chilreado baixinho e também um trrr, trrr, trrr. O banho de sol não se difere das demais espécies já descritas, pois são sempre as mesmas poses e movimentos de cauda e com as regiões gulares de cabeça, para que consigam expor as regiões aos raios solares diretos. O dormir sempre ocorre em lugares de arborização mais densa, bem abrigados. A parada nupcial é rica em movimentos, pois os leques laterais de cor vermelho-carmim entre o azul-violeta e a fronte azul-esverdeada, tendo o corpo e essas maculas iridescentes, são fartamente cheias de movimento e na fase de exibição de plumagem, pois a femea que ocupa om pouso a espreitas o macho a bailar em voo de libração, diante de si e, além de paroxismo, levar os leques de penas mais longas para a frente, como um voo, caindo dez centímetros, até o total de trinta centímetros, como se tivesse descido rapidamente trés degraus, para também subi-los de 10 em 10 centímetros, ultrapassando a altura da femea, e assim nesta queda em voo e subida emite seu especial som, surdo, trr, trrr, trr...até que a femea realiza o sinal decisivo de entregar-se. Todas as espécies do gênero Heliomaster fazem esse movimento em voo, na fase de exibição de plumagem e parada nupcial.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - volume V - Augusto Ruschi.

SEXO - IDADE - INDETERMINADO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Hinaldson Machado, feita no quintal da sua casa (que prazer) em Guarapuava-PR, em 03.06.2009. É uma das fotos mais bem avaliadas da especie no Wikiaves.

Escasso, em borda de capoeira, capoeirinha e jardins. Bico muito longo e reto.
O macho, por cima verde-bronzeado reluzente com coroa verde-azulada luzidia. garganta violácea reluzente; partes inferiores e longos tufos no pescoço azul intensos. Cauda muito furcada, verde-bronzeada. A femea mais apagada verde-bronzeada por cima, manchinha branca atrás do olho. Cinza-clara por baixo, com "bigode" e centro do peito e barriga brancos. Cauda furcada verde-bronzeada, penas externas com pontas brancas. O macho inconfundível, espetacular; a femea pode ser confundida com outros bicos-retos, mas é reconhecida pelo tamanho maior, bico longo e cor uniforme por baixo. Dependendo da estação do ano, pode ser mais comum que o bico-reto-de-gola; ambos tem hábitos parecidos.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal  & Cerrado - John A.Gwynne, Robert S.Ridgely, Guy Todo e Martha Argel.

FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Sergio Messias, feita no municipio de Rolãndia-Pr, em 28.06.2013
Observação do autor: Agradeço ao amigo José Haydu por me apresentar esse belo beija-flor.

FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Etimologia:
Heliomaster - do grego helios = Sol + master = pesquisador, examinador.
furcifer - do latim furcifer = que carrega um garfo, de furca = garfo + fer = carregar ( referencia à canga que os escravos fugitivos e criminosos eram obrigados a usar no pescoço).
Citação: Aves Brasileiras Johan, Christian Dalgas Frisch.


MACHO - ADULTO -

Foto minha, feita aqui em Arceburgo-MG, na Fazenda Santa Rosa, as margens da rodovia BR491.
Beija-flores de Arceburgo-MG.

BEIJA-FLORES DO BRASIL  - NUMERO 18
BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO - NUMERO 4