terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Nova especie de Beija-flor é registrada em Arceburgo-MG.


Beija-flor-de-banda-branca
Amazilia versicolor (Vieillot, 1818)
MACHO -ADULTO

Foto de minha autoria, feito na colonia da Fazenda Grama. Com esta nova espécie sobe para 12, o numero de beija-flores, que registrei aqui em Arceburgo-MG. O ultimo que tinha registrado foi o Bico-reto-azul - Heliomaster furcifer em 10.06.2013, portanto a mais de um ano.

1 - Beija-flor-de-peito-azul - Amazilia lactea

2 - Beija-flor-de-veste-preta - Anthracothorax nigricollis 

3 - Estrelinha ametista - Calliphlox amethystina 

4 - Besourinho-de-bico-vermelho -  Chlorostilbon lucidus 

5 - Beija-flor-de-orelha-violeta - Colibri serrirostris

6 - Tesourão - Eupetomena macroura

7 - Beija-flor-preto - Florisuga fusca

8 -Bico-reto-azul - Heliomaster furcifer 

9 - Bico-reto-de-banda-branca - Heliomaster squamosus 

10 -Beija-flor-de-rabo-branco-acanelado - Phaethornis pretrei

11- Beija-de-fronte-violeta - Thalurania glaucopis 

12; Beija-flor-de-banda-branca - Amazilia versicolor



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estrelinha-ametista

Calliphlox amethystina (Boddaert, 1783)

MACHO - ADULTO
Foto de minha autoria, feita aqui no Parque Ambiental, de Arceburgo-MG, em 15.05.2014, as 10.46 horas. A ave estava visitando a flor do Malvavisco - Malvaviscus arboreus , da cor vermelha. Planta esta, que plantei para o Projeto Beija-flor, durante minha estadia na |Secretaria de meio Ambiente.

Outros nomes populares: Beija-flor-estrelinha, Besourinho-ametista, tesourinha, beija-flor-mosca e Besouro-zumbidor.

Escasso, de ocorrência localizada (talvez relacionada à estação do ano) em dossel e borda da mata e capoeira, às vezes em áreas abertas vizinhas. Bico reto. O macho é verde-bronzeado por cima,ponto branco atras do olho, manchinha branca no lado do dorso estendendo-se à parte baixa dos flancos. Garganta vermelha, cintilante, orlada por um colar branco que sobe pelos lados do pescoço; barriga verde-suja, leve acanelada nos flancos e crisso. Cauda longa bifurcada, preto-violáceo. A fêmea, por cima como o macho; garganta branco-suja, salpicada de violeta e verde, orlada por um colar branco meio indistinto; canela por baixo, mesclado com branco no  meio da barriga; mancha no flanco como no macho; cauda mais curta, verde-fosca com faixa subterminal preta. Compare com as fêmeas dos topetinhos. Em geral solitário, visita flores e bebedouros; costuma pousar em ramos bem altos. Voo lento e f flutuante, como o de uma mamangava, com cauda meio erguida. O Macho exibe-se diante da fêmea, indo e vindo num voo pendular.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.

FÊMEA - ADULTO
Foto de minha autoria, feita na Fazenda Mirante da Serra, dos amigos Claudia e Rodolfo. A fêmea descansa no ramo da Corda-de-Viola --ipomea hederifolia L., após sugar seu néctar

FAMILIA TROCHILIDAE
Subfamília trochilinae
Ordem trochiliformes

Etimologia
Calliphlox - beleza resplandecente, do grego kallos = belo + phlox, do grego = chama
amethystina - do latim amethystinus = cor da ametista, ametístico.
Citação: Aves Brasileiras e Plantas que as atraem - Johan, Christian Dalgas Frisch.


Gênero Calliphlox

Macho
Peso 2,5 g. Medidas ct. 84mm, a. 32mm, b. 13mm

Femea
Peso 2,5 g. Medidas: ct. 84mm, a. 32mm, c. 32mm, b. 13mm.

Os jovens se parecem com a fêmea, tendo no entanto a garganta rajada de escuro.

Distribuição geográfica: E-Venezuela, Trinidad, E-Equador, Guianas, N-Bolivia, Peru, Paraguai, NE-Argentina e maior parte do Brasil.

O ninho tem forma de tigela, feito com painas e firmemente envolto com teias de aranha, e ainda revestido com liquens. 
Medidas do ninho: altura 28mm, profundidade 14mm, diâmetro externo 30mm, diâmetro interno 16mm.

ovo: 0,33 - 0,34 g. 13 x 8mm.

O período de incubação é de 13 dias, e a permanência no ninho é de 20 dias.

Época de reprodução: novembro a abril.
Citação: Os beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau.

MACHO - ADULTO
Macho, sem o colorido da garganta, o vermelho cintilante, a iridescência. Basta um simples movimento ai a beleza surge.Foto de minha autoria, feita na Fazenda Mirante da Serra, dos amigos Claudia e Rodolfo. O macho descansa no ramo da Corda-d-Viola --ipomea hederifolia L., após sugar seu néctar

Observações: É esta especie o vertebrado de maior metabolismo que exite no planeta, e por esta razão é digna de estudo e pesquisas da mais alta importância. Sua circulação sanguínea percorre seu corpo 180  vezes por minuto, enquanto em um ser  humano, são empregados cinco minutos para uma circulação completa do sangue.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume V - Augusto Ruschi.

MACHO -A DULTO
Um simples movimento, começa a aparecer a beleza da iridescência
Foto de minha autoria, feita aqui no Parque Ambiental, de Arceburgo-MG, em 15.05.2014, as 10.46 horas. A ave estava visitando a flor do Malvavisco - Malvaviscus arboreus, da cor vermelha. Planta esta, que plantei para o Projeto Beija-flor, durante minha estadia na |Secretaria de meio Ambiente.

BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 5

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 26





sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Estatísticas de beija-flores no WIKIAVES

O WIKI é o maior banco de dados de aves do Brasil.

Fiz algumas demonstrativos sobre os beija-flores que fotografamos em Arceburgo-Minas, comparando-os com os da região. Comparativo com cidades vizinhas do lado mineiro e do lado paulista. Também fizemos com regiões de turismo, e concentração de especies de beija-flores do Brasil. É uma amostragem, uma estatística. Isto não significa que aqui ou acolá tenha mais especies de beija-flores. Somente estarei mostrando que nosso trabalho sozinho, num dos menores municípios do estado mineiro, comparando com localidades bem maiores, algumas até com estrutura de turismo e ou guias.

Numero de fotos de beija-flores no WIKIAVES, de cidades mineiras bem próximas de Arceburgo, alguma até fazem divisa.

Arceburgo    11.

Guaxupé      10.
S.S.Paraíso   9.
Guaranésia    9.
S.J.B.Glória   7.
Itamogi          5.
Passos          1.
Muzambinho 1.
S.P.União     0.
Monte Santo 0.
Juruaia         0.
Itau               0.

Nossa capital, capital mineira
Belo Horizonte 16.

Numero de fotos de beija-flores no WIKIAVES, de cidades paulistas bem próximas de Arceburgo, uma até faz divisa.


Arceburgo       11.

Caconde          10.
S.J.R.Pardo       8.
Águas da Prata  7.
Mogi Guaçu       6.
Casa Branca      5.
Mococa              3.
Holambra           2.
Mogi Mirim         1.
Tapiratiba          0.
Aguai                 0.


Capital Paulista
São Paulo        21.


Grandes cidades paulistas
Campinas         13.
Ribeirão Preto  13.

Capital
Rio de Janeiro  17.


Cidades da Serra da Canastra
São Roque      14.
Vargem Bonita  8.

Turismo/Pousadas
Campos do Jordão 14.
Camanducaia (incluindo Monte Verde) 15


Turismo/praias( famosa pelo numero de especies)
Ubatuba 24.

Berço de Augusto Ruschi
Santa Teresa  23.

Reserva Guainumbi
São Luiz do Paraitinga  19.

Capital do estado do Amazonas
Manaus  21.

Local onde esta situado o Lajedo dos Beija-flores.
Famoso por ser um local muito indicado para observação de aves
Boa Nova  22.

Famosa por ser uma cidade do Amazonas, onde se avista o beija-flor-brilho-de-fogo
Presidente Figueiredo 19.

Por aqui fotogravei e avistei 11 especies, sei que existem mais.
A que posto abaixo é uma nova especie, creio eu.
Já recebi opiniões sobre ela, porém divergentes, ou sem muita convicção.
Quem sabe você leitor poderá nos ajudar.


Sem identificação. Você sabe qual especie é esta?


Sem identificação. Você sabe qual especie é esta?





segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Beija-flor-marrom

Colibri delphinae, Lesson, 1839.


Foto gentilmente cedida por Gilvan Moreira, feita em 29.04.2013, em Lençóis-BA, no  Centro da cidade.centro da cidade.

Observação do autor: Nem só de Casa-da-Geleia vive o lendário beija-flor-marrom, eu e Sandra os encontramos em diversos pontos da Cidade, inclusive na referenciada casa. 

Esta é uma das raridades procurada e encontrada nesta nossa "Turnê pela Chapada"

Outros nomes populares: Beija-flor-orelhudo-marrom e beija-flor-marrom-de-orelha-azul.


Foto gentilmente cedida por Fábio Olmos, feita em Moyobamba (Peru), em 18.08.2011
Observação do autor: Mais um click no jardim de beija-flores de Quebrada Mishquiyacu, Moyobamba, Peru.

Distribuição geográfica:Panamá, Costa Rica, Honduras, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Guianas e Brasil, no extremo norte do Rio Branco.

Caracteristicas: Comprimento 115mm. Asa 71. Cauda 41. Bico 17. Peso 7g. Temp. 41°C. Vib. Medida e peso dos ovos:0,58g. 16x9. Femea semelhante, tendo coloração geral mais clara e pouco menor.

Habitat: Savana, cerrado de altitude e floresta amazônica e limítrofe ao Roraima.

Migração: Pequena migratória.


Foto gentilmente cedida por Rafael S.Santos, feita em 02.01.2012, em Fazenda - Palmeiras/BA

Descrição: Lado dorsal pardo-oliva-bronzeado, supracaudais pardo-esverdeado-escuro, franjadas de vermelho. Ventralmente pardo-cinza-listrado de negro; garganta ornada lateralmente com leques verde-cobre-brilhante, passando a azul-violeta-escuro. Infracaudais vermelho-canela com pequenos discos cinza ou pardo-oliva. Retrizes bronze-avermelhado dorsalmente e bronzeado-oliva ventralmente, com extremidade amarelada e com faixa enegrecida.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho é do terceiro tipo da Classificação A.Ruschi, fixado em forquilha de arbusto a um metro ou pouco mais de altura do solo, na savana ou  cerrado de altitude. A incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ninho entre 20 e 25 dias. A fase de parada nupcial mais movimentada é da exibição de plumagem, pois o macho exibe de maneira mais vibrante possível os leques laterais do pescoço, abrindo-os colocados para a frente, e as penas em escamas do pescoço e mento são movimentados, dando uma nuance variável de luz e cores maravilhosas. A isso junta-se ainda a cauda mantida aberta, que baixa e levanta, trazendo sempre o leque bem exposto, e o canto muito rico de silabas em chilreado, entremeado de tonalidades bem graves, assim seu voo vai circundando a femea que continua pousada a espreita-lo, até que após voos rápidos a muita altura, ambos chilreando, vão e voltam a novo pouso, para continuar a dança e galanteio, para configuração da ultima fase, que é a copula. O banho preferido por esta especie é também como acontece com as demais especies do gênero Colibri, nos respingos das cascatinhas ou dos respingos que caem das rochas úmidas; assim passam vários minutos, e seguem por várias vezes pousando em um ramo para regressar à agua e depois fazem a higiene de plumagem. Também costumam chegar ao local do banho vários indivíduos, machos e femeas ao mesmo tempo. Para o canto escolhem um local por vezes além de vinte metros de altura, em ramo bem exposto ao sol e ali e ali permanecem durante mais de meia hora, alardeando seu cantar, que é muito alto, cheio de trinados e com vários assovios tonalidades diferentes, com silabas variadas. Também o pouso para descanso pode ser ao sol ou em local abrigado, em altura e com boa visibilidade. O banho de sol é tomado com os mesmos gestos e movimentos já indicados para outras especies. As flores preferidas são em grande maioria da parte do dossel das grandes arvores da floresta, como certas Voquiziaceas, Leguminosas, Bignoniáceas, mas também frequentam flores e certos arbustos e mesmo herbáceas, com certas Euforbiáceas, Cactáceas, Bromeliáceas, Combretáceas, Verbenáceas e outras. É muito facilmente reconhecido ao voo, face ao seu piado agrave e a sua coloração marrom-pardo com leques no pescoço bem visíveis a certa distancia.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume  V Augusto Ruschi.


Etimologia:
Colibri - do espanhol colibri = beija-flor (originalmente este nome veio de uma tribo indigena do Caribe)
delphinae - derivado de Delphinios, apelido ou cognome Apolo, deus do Sol, segundo a mitologia grega.
Citação:Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frish.


BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 25

BEIJA-FLORES DO PERU - NUMERO 1


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Beija-flor-de-peito-azul - Amazilia lactea -

Produzi este vídeo em Arceburgo - Minas Gerais, na Fazenda da Grama. Estava dentro da mata, não podia aproximar muito para não interferir. A fêmea cantava e tentava proteger o filhote, que esta preso em um cipó, todo desajeitado. Aprendendo a voar.



APRENDO A VOAR

Como o video não ficou com boa qualidade, coloco a foto do filhote.Apenas quis retratar o dia-a-dia das aves. Um pouco da intimidade delas. Um mundo que a maioria das pessoas não conhece, como tenho este privilegio, compartilho com os amigos do Blog
Muito semelhante a nós, este filhote me lembrou uma criança, aprendendo a andar, engatinhando. Quantos tombos, sustos. Olha o jeitinho dele, todo desajeitado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cordão-de-frade

Leonotis nepetifolia (L.) R.Br.

Série Plantas que atraem Beija-flores

Angiospermae - Lamiaceae (Labiatae).

Outros nomes populares -  Cordão-de-são-francisco, catinga-de-mulata, emenda-nervos...

Características gerais - planta herbácea ou subarbustiva anual, ereta, pouco ramificada, fortemente aromática, de caule quadrangulado, de 80-160 cm de altura, originária da Africa tropical e naturalizada em todo Brasil. Folhas membranáceas, simples opostas, longo-pecioladas, com a face inferior de cor verde-esbranquiçada, de 5-12 cm de comprimento. Flores labiadas de cor alaranjada, com sépalas terminadas em ponta aguda e áspera, reunidas em inflorescências globosas axilares distribuídas ao longo da haste à semelhança de um cordão com nós que os frades usavam na cintura, dai a razão de alguns dos seus nomes populares. Cresce espontaneamente em lavouras agrícolas e terrenos baldios, onde é considerada planta daninha.

Citação: Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas - Harri Lorenzi e F.J.Abreu Matos.

Além de atrair beija-flores, ela também é medicinal. Todas as partes da planta são empregadas na medicina popular. São atribuídas às suas preparações propriedades Tonica, estimulante, diurética...


Beija-flor-de-orelha-violeta , Colibri serrirostris, Macho, Adulto.
















Fotos quem fiz na Fazenda Santa,, aqui em Arceburgo - MG, na Fazenda Santa Rosa do amigo Paulo Filho.


As flores são melíferas observem a abelha que apareceu, enquanto eu fotografava os beija-flores.


Vista total da planta.



Planta Numero 5

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Topetinho-do-Brasil-central

Lophornis Gouldii   Lesson, 1833.

7 cm


MACHO - ADULTO
FEMEA - ADULTO
MACHO - JOVEM
MACHO - ADULTO
Esta sequência de 4 fotos publicadas acima, foram gentilmente cedidas para esta matéria, e são da autoria de Lucas Araújo-Silva, foram feitas em 26.08.2013, no Campo de Provas Brigadeiro Veloso, no município de  Novo progresso/PA, IBA: Cristalino/Serra do Cachimbo, Amazônia. A primeira foto desta sequência, é a mais bem avaliada, da especie no WIKIAVES, e consta a observação abaixo do autor, que achei interessante. Veja.
Observação do autor: Após muito trabalho, durante aproximadamente 2 horas tentando e trepado na árvore 5 metros do chão, tai o resultado!!!!!

Outros nomes populares: Topetinho-pontilhado, Topetinho-do-leque-pontilhado.


MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida por Edson Endrigo, feita na Floresta Nacional Carajás - Parauapebas/PA, feita em 15.04.2013.

Observação do autor: Mais um sonho realizado! Obrigado ao amigo Dimitri Matoszko por ter me ajudado a fazer esta foto. Espero que apreciem... 

Raro, de ocorrência talvez localizada e ligado à estação do ano, em dossel e borda de mata e capoeira, no NO da região. Parece menos numeroso que o Topetinho-magnifico (podem estar juntos, como na Chapada dos Guimarães). Parecido a ele, inclusive no comportamento. Macho com crista canela, mais longa e pontuda; penas dos lados do pescoço mais longas, brancas com pintas redondas verdes nas pontas. A fêmea com garganta canela e coroa mais acanelada, ambas sem manchas.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.

FAMÍLIA TROCHILIDAE
SUBFAMÍLIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Etimologia
Lophornis - do gênero lophos = crista + ornis = pássaro.
gouldii - homenagem a John Gould (1804-1881), naturalista inglês, artista e editor de A monograph of the Trochilidae, 1849.
Citação - Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frish 

Foto gentilmente cedida, por Filho Manfredini, feita no município de Parauapebas/PA, feita em 11.04.2013.

Macho
Peso 2,8 g. Medidas: ct. 76mm, a. 40mm, c. 26mm, b. 11,2mm.

Distribuição geográfica: NE e Brasil Central ao Sul do Rio Amazonas, do Pará e Maranhão até Goiás e Mato Grosso e Bolívia.

Medidas do ninho: altura 15mm, profundidade 10mm, diâmetro externo 30mm, diâmetro interno 22mm.

Ovo: 0,35 g. 12 x  8mm.

O período de incubação é de 14 dias, e a permanência no ninho é de 22  dias.

Época de reprodução: dezembro a fevereiro.
Citação: Os Beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau

NOTA: No WIKIAVES, aparecem somente  8 fotos desta especie, 6  feitas no Pará e 2 no Tocantins.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 24








terça-feira, 24 de junho de 2014

Corda-de-viola


Ipomoea hederifolia L.


SERIE: PLANTAS QUE ATRAEM BEIJA-FLORES

Além do néctar, observem a riqueza do pólen

Angiospermae – Familia Convovulaceae

Também conhecida por jitirana, jitirana-vermelha e corriola.
É uma trepadeira herbácea, volúvel, anual, de crescimento vigoroso, muito florífera, nativa do Brasil. Folhas inteiras ou com três recortes profundos.

MACHO - ADULTO
Estrelinha-ametista – Calliphlox amethystina

Inflorescências axilares, curtas, com flores vermelhas, pequenas, em forma de funil, formadas na primavera-verão quando a planta é espontânea. Ocorre raramente de flores amarelas.

Adequada para revestir grades, muros, cercas ou pórticos, proporcionando belo efeito ornamental. A tendência de formar numerosas mudas espontâneas leva-a a ser considerada “planta invasora”.

FEMEA - ADULTO
Estrelinha-ametista – Calliphlox amethystina, volto a chamar a tenção para o pólen, na cabeça do beija-flor

Multiplica-se facilmente através de sementes, que podem ser postas para germinação o ano todo.

Citação: Plantas Ornamentais no Brasil – Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza.

MACHO -A DULTO
Besourinho-de-bico-vermelho- Chlostilbon lucidus, observem a quantidade de pólen, da flor ,da Corda-de-viola, abaixo do bico.


Plantas invasoras

Sua importância para os beija-flores

Na Natureza tudo tem sua importância, sua razão de ser.
O homem, na sua inconsequência às vezes tira do caminho, aquilo que julga estar atrapalhando. Muitas vezes acaba eliminando aquilo que teria grande significado no 
ecossistema.

MACHO - ADULTO
Beija-flor-de-orelha-violeta- Colibri serrisrostris, ao lado ramos da planta, detalhe do polén na cabeça da ave.

No caso aqui menciono esta planta. A pesquisei aqui em Arceburgo-MG, na estância mirante da onça, que tem as seguinte coordenadas geográficas:  S 21º 23' 59.00", W 46º 54' 47.34" , que tem como Bioma predominante a Mata Atlântica, com altitude de 800 metros  Pude constatar que ela recebe a visita de  de 5 espécies de beija-flores, que por mais de 3 meses ficaram num grande espaço, no topo de um morro. Fizeram dela sua principal fonte de alimentação neste período. As espécies avistadas foram.

1-Estrelinha-ametista – Calliphlox amethystina
2-Besourinho-de-bico-vermelho- Chlostilbon lucidus
3-Beija-flor-de-orelha-violeta- Colibri serrisrostris
4-Tesourão- Eupetomena macroura
5-Beija-flor-rabo-branco-acanelado – Phaethornis pretei

Tesourão- Eupetomena macroura

Com certeza, nesta região existem outras espécies de beija-flores, e também visitam a Corda-de-viola, na busca de néctar para sua alimentação.
Ela estava entre uma área de pastagem de gado e um cafezal.
O uso de herbicida e outros similares destroem espaços iguais a este da matéria, que além dos beija-flores, também seria fonte de alimento para borboletas, abelhas, etc.

Beija-flor-rabo-branco-acanelado – Phaethornis pretei

Espaços rurais, sem intervenção do homem, de qualquer tipo, acabam se transformando num espaço muito interessante para pequenos animais, num nicho ecológico.
Ali se forma fonte de alimento, refugio.
Durante este período de observação, também pude notar a beleza da iridescência do beija-flor Estrelinha-ametista, bem como o pólen de cor branca espalhados pelo corpo dos beija-flores, dai sua importância na polinização.


Outras imagens do linda fazenda.
Obrigado, aos amigos Cláudia e Rodolfo, pela  atenção.
Estância mirante da onça,
Coordenadas geográficas:  S 21º 23' 59.00", W 46º 54' 47.34" , 
Bioma predominante; Mata Atlântica.

A planta Corda-de-viola, aqui no topo do morro, a vegetação, açudes.

Animais galopando, em liberdade.

-Estrelinha-ametista – Calliphlox amethystina
Voar e coçar ao mesmo tempo, viva os beija-flores.
Estas fotos são de minha autoria

PLANTA NUMERO 4





quinta-feira, 10 de abril de 2014

Beija-flor-brilho-de-fogo

Topaza pella, Linnaeus, 1758.


O MAIOR E O MAIS BONITO BEIJA-FLOR DO BRASIL.




MACHO - ADULTO

O macho mede 20 cm  comprimento, sendo que mais da metade corresponde a cauda


Outro nome popular: Topázio-vermelho

Estas 3 fotos, foram gentilmente cedidas para esta matéria, por Flavio Guglielmino, feitas na Cachoeira Iracema em Presidente Figueiredo/AM em 08.08.2011. As 3 fotos estão no Wikaves, sendo que a primeira foto é uma das mais bem avaliadas da espécie.

Distribuição geográfica: Venezuela, Guianas e Brasil, no Amazonas, Pará, Rio Branco, Roraima e Amapá.


Caracteristicas: Comprimento 210 mm. Asa 80. Cauda 45. Bico 23. Vib. Asa 25 p.s. Temp. 42° C. Peso 17 - 18 g. Peso e medida dos ovos: 1,15 g. 18 x 11,5. Femea com dimorfismo bem diferenciado, menor , medindo 130 mm. Asa 74. Cauda 56. Bico 23.


Habitat: Floresta virgem da hiléia, raramente saindo para os scrubs e floresta secundaria, desde que seja limítrofe à grande floresta.

Migração: Sedentária.


FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Margi Moss, feita na beira da estrada Oiapoque/Macapá, 23.02.2012, também esta no Wikiaves.
Observação do autor: Se eu soubesse, quando tirei a foto, que era a fêmea desta magnífica espécie, teria ficado o dia inteiro esperando o macho aparecer! Obrigada ao expert Serge Santonja pela identificação!

Descrição; Lado dorsal com a cabeça na fronte e vértice negro, o dorso vermelho-carmim, gradualmente mais claro para chegar a dourado esverdeado e bronze avermelhado nas supracaudais; lado ventral vermelho-carmim violáceo, pouco mais brilhante no abdômen, mácula jugular topázio-dourado brilhante pouco esverdeado nos bordos; circulo que envolve essa mácula negro e estreto; supracaudais verde-cobreada. Retrizes centrais verde-cobre passando a negro-esverdeado; subcentrais com longa faixa negra-violácea às mezes negra com reflexos verdes muito longos, cruzados no centro; laterais internamente, parte negro violáceo parte vermelho, as demais inteiramente vermelhas, raramente um pouco enegrecidas na base. Asas negras tendo as grandes coberteiras avermelhadas ou estreitamente com bordos enegrecidos na extremidade e a mais interna mais largamente com bordos externos enegrecidos, passando mais ou menos ao verde na extremidade; crisso e plumas tibiais branco puro. Femea , dorsalmente verde pouco cobreado iridescente, pouco mais verde no uropígio e supracaudais; lado ventral mais verde-iridescente; mento e garganta com mácula vermelho-cobreado, pouco mais dourado nas margens, às vezes prolongando até o peito; infracaudais verdes forte iridescente. Retrizes centrais verde-bronzeado passando a negro na ponta; subcentrais inteiramente negro violáceo;  subexternas vermelhas com lado interno negro violáceo com toda metade basal; as externas vermelhas, muito pouco negro na base interna; grandes coberteiras alares enegrecidas com as rêmiges, raramente com vermelho na base.


MACHO - IDADE: INDETERMINADO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Guedes, feita em Presidente Figueiredo/AM, em 09.09.2013. É uma das fotos mais bem avaliadas da espécie no Wikiaves.
Observação do autor: De todas as fotos feitas na viagem, esta foi a que mais me tocou, deu um trabalhão, duas campanas demoradas, olhando e esperando, muitas tentativas frustradas, momento errado, fora de foco, luz muito ruim -flash aí nem pensar - composição pobre até que, voilá essa prestou, me fez feliz, realizado por um momento.


MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Guedes, feita em Presidente Figueiredo/AM, em 09.09.2013. 

Observação do autor: Uma das sp mais cobiçadas de Presidente Figueiredo. Adorei fotografar este beija-flor briguento e atrevido, que pouco se importa com a nossa presença preocupado em defender agressivamente o seu território dos concorrentes. 

Guiados por Andrew Whittaker e na boa cia do Mathias Singer e do Emerson Kaseker.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada  nupcial, descanso, dormir e comportamento.
Há muitos anos que em nossas viagens à Amazônia brasileira, venezuelana, colombiana, peruana e equatoriana Temos encontrado ninho de Topaza pella. 
Faz o ninho sempre suspenso em um ramo, sobre a agua, desde 50 centímetros 


Estas duas fotos de ninhos foram gentilmente cedidas para esta matéria por Marilene R.Omena, feitas em 21.09.2003, no ramal do urubui, em Presidente Figueiredo-AM. Elas são o retrato fiel, da narrativa do mestre Augusto Ruschi, no que diz respeito a localização dos ninhos. Leiam, confiram.

a no máximo dois metros de altura; o mais comum é em local com agua encachoeirada de pequenos córregos; nesse caso ele é mais próximo da agua, 50 centímetros apenas e quando o volume da agua é maior e a agua não é em cachoeira, ele pode até estar em dois metros de altura. O teor de umidade é muito importante para este ninho, sua confecção especial, e seu tamanho relativamente pequeno, pois é menor do que um ninho de Chlorostilbom aureoventris, que é uma especie  cujo peso não chega a 4 gramas, enquanto a femea de Topaza pella pesa até 17 gramas. O ninho estando próximo a agua tem uma coloração rosa-escura, devido a umidade que recebe; uma vez retirado torna-se cor de carne. A umidade dá também uma elasticidade que parece ser feito de borracha esponjosa,  cedendo muito bem a medida que os jovens vão crescendo. Às vezes em uma pequena área, como encontramos na serra do Navio, em cerca de 1000m2, dez ninhos habitados: três com jovens, cinco com postura e dois restantes em construção. Essa área era privilegiada pelo numero de plantas com ramos horizontais, próprios e preferidos por Topaza, para nidificação.
     A femea utiliza unicamente o material vegetal de lanugem ferrugínea-rosada do ráquis e pecíolo das folhas , facilmente destacável de especies da família Osmundaceae. No caso observado na serra do Navio, território do Amapá, trata-se de fibras lanosa do pecíolo e raquis de Osmunda cinnamomea Lin. e provavelmente de outras especies como osmunda palustris Schrad. Estas fibras, após misturadas com a secreção que a  femea elabora, torna-se uma massa que se compacta como aparente borracha esponjosa, sendo muito elástica; pela parte externa do ninho a femea adiciona finíssimos fios de teia de aranha bem compactados e próximos no entrelaçamento. Ao exame de uma lupa de uma lupa com 20 a 50 aumentos, já se observam estas fibras de Osmunda cjnnamomea. Ocorre que também as vezes uma especie de himenóptero (marimbondo) utiliza o mesmo material para tecer seu ninho, onde coloca insetos com seus ovos no interior para a larva dele se alimentar e  ali ninsofeia e após a chegada do imago, quando deixa esse ambiente; em ninhos velhos, já usados, de Topaza pella, encontramos esses himenópteros com muitos insetos parasitados. A primeira noticia de ser o ninho de Topaza pella constituída  desse material foi dada pelo Dr. C.H. Greenewalt, pois solicitou-me material para mandar verificar do
que se tratava, e realmente em cativeiro em Santa Teresa coloquei esse material com maior abundancia no pecíolo de Osmunda sp. e verifiquei como a femea conseguia retirar o material e construir se ninho, tal qual o construído em seu habitat na serra do Navio.

NINHOS - FILHOTES














Foto feita em 04.07.2013, em Serra do Navio/AP
Observação do autor: Esse ninho de beija-flor-brilho-de-fogo (Topaza pella) já esta na terceira geração de filhotes e ainda ta firme e forte fica quase debaixo de uma mini cachoeira em serra do navio-AP
Esta sequência de 7 fotos, com ninhos e filhotes, foram gentilmente cedidas para esta matéria por Wirley Santos, feitas na Serra do Navio/AP. Elas estão no Wikiaves, e são de contribuição muito interessante para a especie, pela dificuldade de se achar estes ninhos.

Banho
Escolhem um local situado nos igarapés, não muito longe das pequenas corredeiras, mas em uma poça onde a agua esteja sem movimento, com pouca profundidade, de 25 a 60 cm; nesse local, todos os dias pela manhã, entre 7 d 9 h, à tarde entre 14 e 16 h. vem tomar o banho costumeiro; interessante é que chegam vários exemplares, machos e femeas, se vão sucedendo ao local para o banho. Certamente que há muita agressão de uns aos outros, pela disputa não dom local, mas na ordem da fila para atirar-se na agua, observamos tanto na serra do Navio como em outras localidades, do Brasil e da Venezuela, que às vezes mais de 15 indivíduos frequentam o mesmo local para banho.  O canto chilreado e sons agudos emitidos são frequentes nesse momento, sempre que há disputa de ordem para ser respeitada entre os membros que vão banhar-se, seja machos ou femeas. A agua muito límpida deixa que vejam o fundo com areia e, após sobrevoar o local exato, se atiram a ele, um de cada vez, e em mergulho que às vezes fazem um percurso sob a agua de mais de 20 centímetros, conforme  pudemos fotografar exemplares machos e femeas nessa atitude; ao emergirem, o fazem com certa velocidade, e saem quase em vertical, lançando agua para todos os lados, em fortes borrifos, seguido em voo para um pouso próximo, um ou dois metros e a pouca altura, para volverem por várias vezes mais, repetindo a mesma cena, enfim pousam em local mais retirado, onde continuam a higiene da plumagem,sacudindo asas e causa por mais vezes para se desfazerem das gotículas de agua que umedecem as penas. Também aproveitam o banho de chuva, fazendo movimentos com o corpo, para um lado e para outro, a fim de deixarem penetrar a agua, por entre as penas que conservam eriçadas para facilitar o contato com o corpo; também neste caso as asas são muito movimentadas para o mesmo fim.

O espreguiçar
Isto ocorre por muitas vezes durante o dia. A primeira vez ocorre justamente ao despertar entre cinco e seis horas da manhã, momentos antes de alçar vôo para ir em busca de alimentação. As demais vezes ocorrem sempre que se mantenham em pouso...

O Bocejar
Ocorre com mais intensidade na parte da manhã entre 8 e 10 horas...

A exibição da língua
A língua dos beija-flores é muito protráctil, os músculos que a formam e a maneira como é implantada, bem como sua dimensão, que  sempre é no minimo o dobro do comprimento do bico...

O canto e o movimento realizados durante o pouso
Durante o canto movem a cabeça e chegando mesmo a abrir um pouco o bico e movimentando as penas do mento e da região da mácula gutural,,.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume V - Augusto Ruschi



FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Robson Czaban, feita 28.03.2010, na Estrada para Balbina KM 35, Presidente Figueiredo/AM
Observação do autor: Mais uma vez encontrei a espécie, associada a este tipo de planta. Embora já tenha visto uma fêmea se alimentando em flor de ingazeiro, parece haver uma nítida preferência por esta planta, que parece se chamar rabo de arara.




FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE

Ordem Trochiliformes
  
Etimologia: Topaza - do latim ropazuz = topázio, jaspe (variedade de quartzo opaco, de uma ou várias cores, como vermelho, castanho, verde, amarelo)
pella - do latim pellos = enegrecido, de cor escura.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.



BEIJA FLORES DO BRASIL - NUMERO 23